Disposições
técnicas sobre os Snujs: metais e sonoridade.

Snujs profissionais
confeccionados em bronze. |
Sei que muitas questões
surgem na hora de adquirirmos um bom jogo de Snujs. Qual
o melhor ? Bem, de fato há muitos mitos sobre esse
assunto e por essa razão tentarei elucidar alguns pontos
de ordem técnica.
Das ligas metálicas
conhecidas, o latão é certamente o mais comum e
de menor custo
(junção do cobre e zinco). As platinelas de um
pandeiro para dança do ventre são comumente feitos nessa
liga e é por essa razão que esses instrumentos não
servem para utilização musical. Já as largas platinelas de um Mazhar são feitas
em bronze B10 (que vulgarmente é conhecido como o
bronze utilizado na confecção dos sinos, mas essa é
certamente uma
afirmação totalmente utópica, pois sabemos nem mesmo as indústrias de
fundição fornecem suas fórmulas secretas na
criação de suas ligas de bronze),
Em algumas ligas de
bronze, porém, costuma-se utilizar uma pequena
porcentagem de prata ou até mesmo ouro para melhorar a vibração
sonora do metal.
Algumas famosas marcas de pratos para bateria podem
apresentar pequenos filetes de prata (o que seria o bronze B20). Os
pratos metálicos nacionais, ou seja, os produzidos neste
país, são comumente feitos em bronze B8.
Mas
afinal, o que é bronze ? Claro que não irei aqui tratar
minuciosamente sobre suas origens históricas mas,
a grosso modo, posso dizer que Bronze é o nome que se dá à
liga metálica historicamente surgida no Oriente
Médio criada através da junção ou união do cobre (básico) com
outros elementos metálicos como o níquel, o alúmínio, o estanho
etc.. . Os sinos das igrejas, por exemplo, são comumente
fundidos em bronze desde os tempos da Idade Média (liga
entre cobre e estanho). A descoberta feita
naqueles tempos rendeu frutos; até nossos dias os címbalos profissionais são
feitos nessa mesma liga, e aqui certamente estão inclusos os
Snujs (para uso profissional) e as platinelas de um Daff
ou Mazhar (como dissemos anteriormente).

Mazhar em pele de cabra (Daff com Címbalos) dotado
de platinelas em bronze B10. |
O bronze
é tecnicamente classificado em B20, B8,
B15, B10 etc..
e todos são amplamente utilizados pelas indústrias
de instrumentos musicais, seja na criação de pratos para
escolas de samba ou bandas, pratos para bateria ou
platinelas para pandeiros e chocalhos. A diferença está na
porcentagem relativa dos metais cobre e estanho
presentes na fórmula da liga metálica que será utilizada
na confecção desses pratos, platinelas ou címbalos. É
claro que essa porcentagem influencia nitidamente tanto
na rigidez quando na resposta sonora da liga (bronze),
podendo assim o instrumento apresentar timbre mais agudo ou mais
grave.
Assim, quando os Snujs não apresentam boa sonoridade, ou seja, vibração
muito curta ou um som muito estridente, é sinal de que a
fórmula de sua liga metálica não é boa, ou, então, há
presença de metais inferiores na sua composição. É por essa
razão que antes de comprarmos tal instrumento, seria mais que
interessante ouvirmos sua sonoridade atentamente.
Se um par de Snujs,
por exemplo, apresentar boa vibração mas um timbre
demasiadamente estridente, é sinal de que a porcentagem
relativa entre o cobre e o estanho não está devidamente
adequada.
Qual seria então o
melhor bronze para ser utilizado na confecção de um
címbalo ? Muito difícil dizer ! É certo que devida a
competitividade no mercado de instrumentos musicais,
poucos disponibilizam com precição as fórmulas
utilizadas na confecção, ou seja, a porcentagem exata de
metais utilizados. Da mesma forma que se torna
impossível dizer de forma taxativa quais os melhores
Snujs do mercado.
Falando de forma
particular, considero os produzidos no Cairo ( Rua
Muhammad Ali) melhores em qualidade graças à tradição (o
bronze, como todos sabem, sempre foi amplamente
utilizado no Egito desde os tempos faraônicos), mas
isso, ressalto, é apenas uma questão de opinião; a busca
pelo "bronze perfeito" impera até nossos dias.
Pois bem, quem
realmente procura adquirir Snujs de excelente qualidade
para serem utilizados no campo profissional deve buscar
observar as seguintes regras primordiais : Custo, peso,
simetria, acabamento e sonoridade. Vejamos:
|
Regra dos 5 para aquisição
de bons Snujs: |
| O Custo |
O Peso |
A Simetria |
O Acabamento |
A Sonoridade |
Custo:
evitar os de baixo custo. Quanto mais baratos forem os
Snujs menor será a qualidade de sua liga metálica e, por
consequência, pior será seu som.
Peso:
Snujs muito leves podem
denuciar baixa qualidade na liga metálica (bronze).
Evite-os !
Simetria:
Os pratinhos devem ser
bem feitos, ou seja, harmônicos em proporcionalidade e
forma. Muitos confundem simetria com acabamento.
Acabamento:
Verifique as
características da superfície do metal. O bronze deve
apresentar sempre um nítido brilho, principalmente
quando polidos com produtos adequados. Os Snujs com
enfeites em alto-relevo podem apresentar uma certa
deficiência quanto à vibração sonora, mas isso não é uma
constante.
Sonoridade:
A vibração do metal deve
perdurar por mais de 10 segundos. Em salas ou cabines
acústicas, seu som seu som pode ser notado num tempo bem
superior. Lembremos aqui que
quanto menor for seu raio,mais agudo será o timbre
sonoro
Vitor Abud Hiar
História da Percussão Árabe no Brasil:
As Primeiras
Derbakkes de terracota e seus grafismos.

Derbakke de Fuad
Haidamus produzida em cerâmica marajoara
especialmente para Vitor Abud Hiar em 1983. |
É certo de que Fuad
Haidamus fora um dos pioneiros na utilização da cerâmica
para criação de tambores no Brasil. Até os dias atuais,
criar bons instrumentos de percussão com corpo em argila
nos parece um grande desafio.
As melhores Derbakkes
são tradicionalmente feitas na modalidade terracota
(peça em argila cozida em forno, às vezes apresentando
trabalhos em esmalte), jamais vidrada. Há também em
outros materiais como madeira - bastante produzida no
Egito - pedra e fibra de vidro.
Nos paises árabes, o advendo das
Derbakkes em alumínio fundido - "ideais" para o estilo
percussivo Raqs em shows ao vivo - acabou
ocasionando uma acentuada diminuição na produção desses instrumentos em
terracota.
Ainda assim é possível encontrar bons instrumentos,
porém, claro, em
lugares específicos, como a tradicional rua Mohammed Aly,
no centro do antigo Cairo.
No Brasil fato
parecido também acontecera. Na década dos anos 70, as
Derbakkes eram instrumentos totalmente exóticos,
diferentes aos olhos das pessoas leigas. Manufaturadas no Brasil por Fuad Haidamus
desde o ínício dessa década (anos 70), perduraram por quase 20
anos.
Durante viagem que
realizou a Belém, capital do estado do Pará, Fuad
Haidamus acabou conhecendo os trabalhos cerâmicos do
local. Considerou particularmente tais trabalhos da mesma qualidade e
resistência da cerâmica egípcia ,utilizada na confecção
das Derbakkes tradicionais. A visão de Haidamus no
início da década dos anos 70 tinha grande fundamento.
Hoje sabemos que assim como os egípcios, os índios
ceramistas da Ilha de Marajó desenvolveram um dos
estilos
mais sofisticados de todo o mundo.
Assim, conhecendo a qualidade da
cerâmica local, Fuad Haidamus solicitou aos artesãos que
produzissem réplicas perfeitas de seu instrumento
original, porém, frente as dificuldades naturais da
época, o transporte feito de forma terrestre para o estado de São Paulo era muito
complicado e muitas perdas ocasionavam.
As peças em cerâmica,
por sua vez, apesar de seguirem a modalidade terracota,
nunca eram esmaltadas, mas, sim, enceradas.
Tradicionalmente seria para evitar possíveis distorções
sonoras provocadas pela camada de esmalte, o que
poderia, de certa forma, alterar o timbre da cerâmica e,
assim , prejudicar a pureza e originalidade sonora do
instrumento criado.
Apesar de não possuir
nenhuma pintura ou trabalho em marchetaria e/ou
madrepérolas, como
tradicionalmente se faz até nosso dias em países como
Líbano, Egito e Síria, o corpo era todo decorado em
baixo relêvo com linhas que representavam, muitas vezes,
distintas
formas geométricas.

Semelhantes modelos de
grafismo indígena marajoara, presente no corpo de
alguns derbakkes produzidos por Fuad Haidamus |
Fora o próprio
Fuad Haidamus quem idealizou diversos grafismos de
inspiração árabe para que as peças pudessem ser
decoradas. Curiosamente, como os trabalhos de produção
artística eram realizados por artesãos do local (Ilha do
Marajó), acabaram sofrendo nítida influência da Cultura
Regional.
Desta
maneira, em algumas peças, é possível vislumbrar
verdadeiros mesclados de grafismo árabe com o grafismo indígena
marajoara, desenvolvido por esse no período datado de
400 a 1400 d.C.
O resultado final fora
a produção de instrumentos musicais em cerâmica
altamente sofisticada, de grande durabilidade e perfeita
qualidade sonora. Seus instrumentos foram
comercializados em diversas lojas de instrumentos
musicais de São Paulo, como a "Casa Manon".
Pois bem, esse mesclado de culturas presente nos diversificados
grafismos decorativos das primeiras Derbakkes tem, sem
dúvida alguma, um grande sentido e importância. Quando
olhamos para poucos desses históricos instrumentos que
restaram, vemos, de certa forma, um símbolo da imigração
árabe e do encontro de Culturas
(do árabe e do indígena brasileiro).
Historicamente, as primeiras Derbakkes de terracota do
percussionista libanês Fuad Haidamus e seus grafismos
compreendem, hoje e sempre, um símbolo legítimo da
história da musicalidade árabe no Brasil.
Percussão do Oriente Médio (Middle
Eastern Percussion) e Percussão Árabe: Diferença
entre esses dois termos.
É bastante comum vermos alguns sites
internacionais estabelecerem uma estrita ligação entre a
expressão "Middle Eastern Percussion" (Percussão
do Oriente Médio) e os instrumentos e a música
percussiva do mundo árabe. Bem, percussão do Oriente
Médio não se refere, em sua totalidade, apenas à
percussão árabe, mas, sim, a um conjunto de instrumentos
e ritmos que envolve tanto países árabes quanto países
não árabes.
" Middle
Eastern Percussion"
é uma expressão geral, ou seja, de sentido lato. Pois
bem, o Irã (antiga Pérsia) e a Turquia não são
considerados países árabes, e , como todos sabem,
integram a região geográfica do Oriente Médio.
Zarb ou Tombak -
Instrumento não árabe, pertecente à "Middle
Eastern Percussion" |
O Tombak ou Zarb, por exemplo,
instrumento de percussão iraniano feito tradicionalmente
em corpo de madeira, é um instrumento que seguramente
pertence à percussão do oriente médio (designação
comum), porém, não é um instrumento típicamente árabe. O
mesmo ocorre com a Darbuka Turca, que apesar de alguns
considerarem ser uma espécie de versão da Tabla Árabe,
também não é um instrumento musical tipicamente árabe.
Dizer que Tombak é instrumento
árabe, seria o mesmo que inadvertidamente afirmar ser
derterminado tapete persa uma linda peça de
decoração árabe (o tapete persa é um tapete oriental
(designação comum aos tapetes feitos na Ásia), da
mesma forma que os tapetes confeccionados nos países
árabes( tapetes árabes). Não é comum vermos sites de
essência cultural árabe fazerem mirabolantes confusões,
misturando Tapetes Persas, Darbukas Turcas e Faraós
Egípcios.
"Percussão do Oriente Médio" é,
portanto, uma designação comum. Como já dissemos, tenta
abranger em seu rol não apenas a percussão (ritmos e
instrumentos) tocada no mundo árabe, mas também em
outras nações próximas (nações do médio oriente ),
incluindo, além dos os ritmos pertencentes ao mundo
árabe, ritmos tocados na Turquia, no Irã (Persas), na
Quirguízia e em Israel, que, ao contrário do que muitos
pensam, também não é uma nação árabe. Inclui-se também a
percussão típica de países como o Cazaquistão, o
Turcomenistão e o Uzbequistão, que readquiriram
independência com o fim da União Soviética.
Vejamos alguns dos instrumentos que
compõem a Percussão do Oriente Médio (Middle Easter
Percussion).
|
Alguns instrumentos de Percussão
do Oriente Médio
( Middle Eastern Percussion )
Tar, Riqq, Daff, Tombak/Zarb,
Darbuka Turca, Tabla/Derbakke/Darabuka, Doholla,
Doira, Bendir, Naqqarat, Hylsung, Pandeiro,
Tamboura, etc.. . |
Podemos notar também que a expressão
"Middle Easter Percussion" apresenta algumas exclusões,
pois não possui em seu rol países árabes como o Marrocos
e a Líbia. Lembramos que os primeiros Derbakkes tocados
no Brasil e confeccionados pelo pioneiro Fuad Haidamus
eram ao estilo marroquino, em corpo de cerâmica e pele
de cabrito ou bode.
Apesar de não se tratar de um erro sua
utilização, é importante reconhecermos e entendermos o
sentindo amplo e abrangente que a expressão "Middle
Eastern Percussion" representa, chegando, como vimos, a
ultrapassar os limites divisórios da percussão
tradicionalmente árabe.
Breves considerações sobre o Simbati.
O "Simbati" ou "Sumbati" é uma nova
versão de Tabla que surgiu a pouquíssimo tempo no
Egito e que está sendo introduzida gradativamente ao
rol dos instrumentos de percussão árabe. Em termos de
sonoridade, esse instrumento se situa entre a Tabla
Tenor (Derbakke) e a Tabla Grave (Doholla).
Não cremos que tal instrumento possa
atingir grande envergadura na percussão árabe,
diferentemente como ocorre com a Derbakke e a Doholla.
Por possuir som agudo praticamente idêntico ao da Tabla,
a diferença de um "Simbati" é ter a nota de
Dum um pouco mais grave que aquela.
Alguns mestres de Percussão já
apresentam algumas críticas a esse instrumento,
afirmando que sua sonoridade pode confundir
auditivamente os agudos da Derbakke ou, então, os graves
de uma Doholla.
Outros, por sua vez, não conseguem ver
nesse instrumento nada que o coloque como uma nova
versão de Tabla.
Em opinião particular, o "Simbati"
pode ser muito bem utilizado em solos livres sem
acompanhamento percussivo. Já para os grandes solos de
percussão entre Tablas, a famosa dupla formada pelo
Derbakke e Doholla deverá permanecer inalterada.
Variações dos Ritmos Libaneses -
Considerações iniciais
Antes de abordarmos especificamente
sobre a tabela geral de ritmos árabes e suas possíveis
variações, convêm explicarmos a famosa anotação prática
universal adotada pelos estudiosos da percussão árabe.
Convêm salientar que nunca devemos tomar tais anotações
como única fonte de compreensão rítmica. É correto
afirmar que a notação prática é encontrada em muitos
sites que se referem à percussão árabe ("doumbek
rhythms") e ,para quem as observa a princípio, parece
uma forma complicada de se entender.
Através dessa anotação prática, podemos
analisar muitos dados de um ritmo como por exemplo seu
compasso, suas variações possíveis, forma de
interpretação rítmica, etc..,
A seguir, vamos conhecer rapidamente o
significado das letras, números, sinais e traços
utilizados em uma anotação prática.
O
Compasso rítmico
O Compasso é a medida de tempo de um
ritmo. É dentro do compasso que contruiremos o ritmo e
suas possíveis variações. Sem compasso definido não
existe ritmo. Os compassos são anotados graficamente
como veremos em alguns exemplos a seguir:
1 -+-2-+-|
Estrutura do compasso 2/4
1-+-2-+-3-+-| Estrutura do compasso 3/4
1-+-2-+-3-+-4-+-| Estrutura do compasso 4/4
1-+-2-+-3-+-4-+-5-+-6-+-7-+-8-+-9-+-0-+-|
Estrutura do compasso 10/4
As pausas
e os espaços
O percussionista para executar um ritmo
corretamente, deve sempre respeitar as pausas e os
espaços constantes na sua formação estrutural. Tais
pausas e espaços também são representadas graficamente
como vemos abaixo:
| =
Este sinal é sempre colocado ao final da execução do
compasso, estabelecendo assim uma pausa entre compassos.
- =
Este sinal é colocado entre as notas ( batidas ) apenas
para dar espaço entre elas.
_ =
Este sinal significa um breve repouso entre a execução
de uma nota ( batida ) e outra.
. =
Este sinal significa que deverá ser aplicada uma redução
no intervalo da execução de uma batida e outra.
: =
Significa pausa existente entre um segmento rítmico e
outro.
As notas
( batidas )
As notas ou batidas são encaixadas
dentro de um compasso e representam os toques das mãos
na tabla árabe. Vejamos a seguir a forma de
representá-los.
D = É o
DUM, ou seja, batida gravo no centro da Tabla usando
sempre sua mão principal.
T = É o
Tek, ou seja, batida forte usando sua mão principal.
K = É o
Ka, ou seja, batida forte usando sua mão secundária.
As batidas t e k em letras minúsculas,
significa que a batida deverá ser suave e não forte que
são representadas pelas mesmas letras só que em
maiúsculas.
As notas
especiais
Na seção "lições" falamos de algumas
dessas batidas especiais que também podem ser
representadas graficamente dentro de um compasso
definido. Vejamos :
P Pop
= (Mão direita em forma e cone batendo no centro da
Tabla juntamente com a mão esquerda suavemente na borda
da Tabla )
S Slap
“estalo” ( muito comum na execução da baladi clássica
egípcia)
G Grab
“agarrar” ( Significa parada brusca )
* m Dum alternado (usa-se
as duas mãos para realizar o DUM, no centro da Tabla )
* r rolar dos dedos ( É o
trigêmeo explicado na seção "Lições" )
* 3 tercina
* Obs:
Essas batidas especiais são pouco utilizadas ou vistas
em uma representação gráfica de ritmo.
Tabela de variações de Ritmos
Libaneses e Árabes em geral
|
Ritmo |
Estrutura |
|
maqsoum 4/4 |
D-T-__T-D-__T-__| forma básica
D-T-kkT-D-kkT-kk|
D-S-tkS-D-tkS-tk| acendente
|
|
Baladi 4/4 |
D-D-__T-D-__T-__| forma básica
D-D-tkT-D-tkT-tk|
D-D-t-S-D-t-S-tk| "Clássica Egipcia"
|
|
"walking" maqsoum 4/4 |
D-T-k-T-D-k-T---|
D-T-k-T-D-k-T-tk|
|
|
saaidi
4/4 |
D-T-__D-D-__T-__|
D-T-tkD-D-tkT-tk|
D-tk-kD-D-tkT-tk|
DkS-kkDDD-tkS-tk| apresentando 3 DUMs
|
|
sombati 4/4 |
D-__T-T-D-__T-__|
D-_kTkT-D-kkT-tk|
|
|
wahida
4/4 |
D---____D---m---|
D---____T---k---|
D---__T-____T---|
D-tktkT-tktkT-k-|
D-Tk-kT-Tk-kT-k-| Variação rápida
|
|
bambi 4/4 |
D-Tk-kT-Tk-kD-D-|
D-D-D-Tk-kT-Tk-k|
|
|
ciftetelli 8/4 |
D---__T---__T---D---D---T---____|
D-tkt-T-tkD-T-tkD---D---Tktkt---|
|
|
masmoudi 8/4 |
D---D---____T---D---____T---T---|
D---D---tktkT-tkD-tktkt-TktkT-tk|
D---D---D---T---D---____T---T---|
|
|
falahi
2/4 |
Dk-kD-k-|
DtktDktk|
DgkgDkgk|
|
|
ayuub
2/4 |
D--kD-T-|
D-kkD-S-|
DktkDtkt|
|
|
bayou 2/4 |
D--DD-T-|
D-kDD-S-|
|
|
karatchi 2/4 |
T--kT-D-|
TktkT-D-|
|
|
foks/vox 2/4 |
D---T-K-|
|
|
jerk/jark 4/4 |
D---T---DD--T---|
D-kkT-tkDDtkT-tk|
D---T---D-D-T---|
D-tkG-tkDkDkG-tk|
|
|
wahida saghira 4/4 |
D---__T-____T---|
|
|
malfuf 2/4 |
D--T--T-|
DkkTkkTk|
D-kT-kT-|
|
|
saudi 2/4 |
D--D--T-|
D-kD-kTk|
|
|
zeybek 9/4 |
D---t-k-D---t-k-D---t-k-D---t---t---|
|
|