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"Conheça a história do solo de derbakke no Brasil, e os preparativos para as novidades que em breve estarão nesta página"

Página em desenvolvimento !

 

A história do Solo de Tabla no Brasil.

 

Fuad Haidamus (1920 - 2002) - Criador do solo de tabla ou derbakke no Brasil.

Segundo dados históricos, o primeiro "tabla solo" foi apresentado no Egito pelo percussionista Ahmed Hammouda, que desenvolveu uma técnica consistindo na combinação precisa de ritmos folclóricos árabes(geral) e egípcios (específicos) para as apresentações de Nagwa Fouad (a princesa do Cairo).

Há, porém, uma segunda corrente que afirma ser o "tabla solo" de autoria do percussionista libanes Jamil Flewar, que apresentou os principais rudimentos que se tornariam modelo a todos os demais percussionistas que se seguiram.

Já no período de Souhair Zaki, destacou-se o percussionista Hosni Wattatak (egípcio), que muito difundiu a arte do solo de tabla em seu tempo.

No Brasil, a arte do solo de tabla ou derbakke surgira em caráter oficial há aproximadamente 40 anos atrás. O primeiro tabla solo surgiu em meados de 1970, pelas mãos do percussionista libanês Fuad Haidamus, Mestre e pioneiro da percussão árabe no Brasil. Haidamus, que iniciou seus estudos de percussão aos 15 anos de idade no Líbano, inspirado em Jamil Flewar, seu antigo grande Mestre libanês de derbakke, apresentou o que chamou de "derbakke solo" ou "solo da derbakke".

Fora criado especialmente para as apresentações da notável e lendária Bailarina Shahrazad Sharkey ( Madeleine Iskandarian ), Dama e Pioneira da Dança do Ventre no Brasil, que passara a se apresentar com frequência no restaurante Bier Maza no ano de 1979. Curiosamente, São Paulo é o berço tanto da Dança do Ventre quanto da Percussão Árabe no Brasil.

Utilizando o Daff como instrumento base, muitas vezes tocado pelo músico Emílio Bunduki, Haidamus apresentou o solo de tabla clássico ou convencional, introduzindo o "estalo"nas finalizações das frases rítmicas (Maqsoun (4/4), Ayubb (2/4) e Malfuf ou Leff (4/4)). A técnica inédita de Haidamus, apresentada no pequeno palco do extinto restaurante Bier Maza, passou a ser copiada posteriormente por quase todos os outros músicos no Brasil, isso a partir da década dos anos 80.

Ainda na década dos anos 70, o solo e o acompanhamento na tabla passaram a ser difundidos em rede de televisão brasileira por Haidamus, através do extinto programa denominado "Programa Árabe na TV", veiculado pela Rede Gazeta de Televisão. Neste mesmo período, Fuad Haidamus e seu irmão, o Mestre Alaudista Jorge Aidamus, tocaram na novela "O Astro" da Rede Globo de Televisão (1978), despertando ainda mais o interesse dos brasileiros à música árabe e sua percussão.

Shahrazad Sharkey - Solo de Tabla criado para suas apresentações.

Fuad Haidamus também foi o primeiro músico a desenvolver e apresentar o solo livre de tabla, ou seja, sem acompanhamento base. Na atualidade, essa técnica vem sendo muito explorada por percussionistas brasileiros.

Na década dos anos 80, o solo da Tabla ou da Derbakke passou a ser um dos pontos chaves nos shows musicais ao vivo. Durante as apresentações de Nabil Nagi, considerado o alaudista que deu uma nova roupagem às apresentações ao vivo no Brasil, o solo de derbakke para a apresentação de bailarinas e rodas de dabke tornou-se comum. Nesse período, muitas baliarinas foram descobertas artisticamente. Recordamos, ainda, que as Derbakkes em pele sintética ou artificial só passaram a ser utilizadas em shows neste país a partir dos anos 90. Em meados de 1995, Fuad Haidamus terminara em caráter definitivo a produção de Derbakkes tradicionais, em cerâmica e pele de cabrito.

Até nossos dias, as apresentações musicais ao vivo seguem os mesmos moldes apresentados por Nabil Nagi, contendo dança do ventre e rodas de dabke como é possível de observar nos mais diversos vídeos históricos da época.

Pois bem, é certo que desde sua invenção, o solo de tabla pouco evoluiu. A repetição sistemática de repiques improvisados e combinados inseridos a uma curta frase rítmica, se tornou a grande característica dessa arte e é o estilo ideal para a prática da dança do leste ( dança do ventre ). Quando trabalhado com precisão, o solo da tabla emociona muitos sem exceção.

Aparentemente semelhantes, cada solo se apresenta como um novo desafio para quem dança. Trata-se, portanto, de uma renovação constante e infinita.

Mesmo após ter surgida no Brasil há mais de 30 anos atrás, a técnica trazida por Haidamus ainda permaneceria inalterada em todos os shows que possamos ver atualmente. Para Vitor Abud Hiar, a inovação se deu apenas quanto a inserção de outros instrumentos além do Daff ( Mazhar, Doholah, Bendir ) à percussão base, e nada mais.

A percussão árabe contemporânea no Brasil.

No ano de 1995, O pioneiro Fuad Haidamus havia terminado em definitivo a produção de derbakkes em cerâmica e pele de cabrito ou peixe. Lojas especializadas, passaram a importar derbakkes em alumínio fundido e membrana artificial do Egito, Líbano e Síria. Haidamus afastou-se dos palcos devido a idade avançada; outros importantes nomes também fizeram o mesmo, por motivos particulares.

Os teclados eletrônicos, frutos da nova era modernizada, tornaram-se uma boa opção para "substituir"o tradicional alaúde ( instrumento de complexidade técnica ) nas apresentações, facilitando significativamente a formação de conjuntos árabes independentes. Com os anos que se seguiram, ante a aparente falta de registros da nossa história musical, anti-históricos passaram a ser difundidos ligados à febre de um pseudo-estrelismo , obstruindo a continuidade dos fatos históricos e atentando diretamente contra o nome e o trabalho de nossos célebres pioneiros musicais.

(continua em breve...)