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Biografia

Nascido na cidade de São Paulo e tendo como ascendente ilustres camponeses árabes vindos do norte do Líbano ( Miniara - Akkar ), Vitor Abud Hiar iniciou seus estudos de percussão desde muito cedo.

Além de seus pais, fora criado por sua avó materna, que emigrou para o Brasil de navio, desde o porto de Beirut ( capital da República do Líbano ) por volta do ano de 1910, sendo o primeiro desembarque em Salvador, capital da Bahia.

Estritamente ligado à cultura árabe de origem e, ainda, às histórias da imigração, ainda criança, jogava "batzra" (conhecido jogo de carteado libanês),cantava a folclórica "Dalouna" e dançava o "Dabke".

Seu interesse pela percussão  não demorou a ocorrer. Aos 3 anos de idade, brincava de derbakkista utilizando um pequeno banquinho de madeira. Um ano depois, quando completara 4 anos, ganhou de presente de seu pai o seu primeiro Derbakke em cerâmica e pele de cabrito, começando daí por diante seus estudos na percussão libanesa.

Incentivado por seus familiares, pricipalmente por sua mãe, que fora na juventude contrabaixista e baterista de conjunto feminino de muito sucesso,  encontrou na derbakke um verdadeiro laboratório de ritmos, sons, estilos e técnicas.

Teve como Mestre o renomado percussionista oficial da grande Bailarina Sra. Shahrazad Sharkey, FUAD CALIL HAIDAMUS, imigrande, Mestre e Pioneiro da Percussão árabe no Brasil ( Professor magistral de Vitor Hiar desde 1978 ), que o inspirou e incentivou.

Vitor Abud Hiar era primo de Fuad Haidamus, onde, devido ao seu grande talento para a percussão, com apenas 5 anos de idade, já o acompanhava musicalmente em festas e reuniões familiares. As pessoas ficavam maravilhadas quando o viam tocar devido sua tenra idade.

Ainda aos 6 anos, Vitor Abud Hiar sintonizava em ondas curtas emissoras de Rádio de Damasco, Beirut e Cairo, e, com dificuldade, conseguia ouvir os trabalhos dos Grandes Mestres da Música Árabe Clássica.

Aos 12 anos de idade, ganhou de presente de Fuad Haidamus algumas antigas fitas cassetes com gravações do maior percussionista libanês da época, chamado Jamil Flewar (Professor de Fuad Haidamus). "Escute Jamil tocar e seja como ele", disse Haidamus. Com 15 anos, Hiar já era considerado um bom percussionista. Aos 16 anos, como a grande maioria dos músicos brasileiros, participou de alguns corais religiosos, tocando Timba, Atabaques e Bongô. A maneira como tocava esses instrumentos causava admiração por todos.

Teve a oportunidade de vivenciar parte do início e desenvolvimento da histórica percussão árabe no Brasil. Sempre foi um espectador assíduo e muito interessado a aprender.

Conheceu através de seu Mestre, todas peculiaridades de todos os instrumentos que compõem a percussão libanesa ( derbakke, daff, snujs, doholla, mazhar etc..).

Por sua dedicação aos estudos da música árabe e sua percussão, Vitor Abud Hiar acumulou os mais diversificados estilos e conhecimentos. Quando perguntado sobre seus influenciadores, Hiar cita dois nomes principais: Fuad Haidamus e Jamil Flewar (mestre de Haidamus) a quem considera o mago da Tabla. Vitor Hiar é considerado uma grande virtuose da percussão libanesa tanto no Brasil como no mundo)

É um dos poucos percussionistas do mundo que desenvolveu várias técnicas e princípios teóricos, todos relativos à percussão árabe e ao Derbakke, seu principal instrumento de percussão. Suas teorias são hoje estudadas por percussionistas e estudantes de música de língua portuguesa espalhados por todos os cantos do mundo, além de serem respeitadas e admiradas por mestres renomados da percussão em geral.

No ano de 1999, Hiar fora definitivamente considerado pelo  pioneiro Fuad Haidamus, mestre de percussão libanesa.

Ainda em 1999, idealizou o site "Arabic Tabla" ( Tabla Árabe em inglês ) que reconhecidamente tornou-se o mais instrutivo site de percussão árabe de todo o mundo; mais tarde, esse mesmo site tornaria sua página oficial.

É o pioneiro e o maior divulgador da arte da percussão árabe tradicional pela Internet no Brasil. Seu trabalho abriu definitivamente as portas desta cultura a todos os brasileiros, quebrando definitivamente a possibilidade de qualquer monopólio cultural que viesse contrariar o desejo real de seu renomado pioneiro.

Escreveu vários artigos relacionados à cultura musical árabe no Brasil, bem como o manual didático "Introdução à Tabla Árabe" destinado gratuitamente a todos que desejarem iniciar seus estudos na percussão libanesa. Tal obra serviu e serve de grande incentivo e auxílio aos novos estudantes de percussão árabe de todo o Brasil e exterior.

Com o falecimento do pioneiro Fuad Haidamus em 2002, elaborou uma página em sua homenagem resgatando toda sua trajetória e trabalhos realizados no Brasil. O "Tributo à Fuad Haidamus" é hoje considerado o único e o maior histórico da música árabe neste país, contando inclusive com a participação da notável Shahrazad Sharkey, Dama e Pioneira da Dança do Ventre no Brasil.

É também responsável por resgatar e manter viva a memória cultural da música árabe no Brasil. Nomes de importantes músicos e cantores até então esquecidos e injustiçados por ínumeros anti-históricos, voltaram a ser lembrados e admirados, como, por exemplo, Romeu Féres, Willian Bunduki, Tanius Baaklini, Wadih Cury, Ali Murad, entre outros.

Em 2003, foi conceituado por um importante site francês sobre músicos e compositores, uma das maiores virtuoses da percussão mundial, tendo seu nome posto ao lado dos maiores percussionistas e bateristas do mundo, como dos cubanos Tito Puentes e Mongo Santamaria, Charlie Watts (Rolling Stones), Ringo Starr (Beatles), Lenny Castro, Airto Moreira (Brasil), entre outros.

Mais tarde, nesse mesmo site, figurou entre as três maiores referências sobre percussão no mundo ( Gigi (Porto Rico ), Vitor Abud Hiar (Brasil) e Loïc Pontieux ( França ).

Por ser responsável em manter vivo e dar continuidade atualizando os trabalhos e ensinamentos de Fuad Haidamus, o grande pioneiro da percussão árabe no Brasil, Vitor Abud Hiar é considerado musicalmente seu legítimo discípulo, herdeiro de seus ensinamentos e, atualmente, representante da "tradicional e histórica percussão libanesa no Brasil".